A BREVIDADE DAS ROSAS MATERNAS

(Coroai-me de rosas – Fernando Pessoa)

Quero ser breve, breve serei
pois sei que breve será meu caminhar,
breve será o meu falar,
breve irá tudo que sei.

Quero ser breve como a rosa,
breve como o cheiro que exala,
que ocupa o breve espaço na sala
que meus olhos brilham na prosa.

Quero ser breve neste poema,
breve nas conclusões do tema:
maternidade, luz, gestação.

Quero ser breve no coroar de uma mulher,
que gera rosas, e cria de alguém.
Breve mãe, eterna lembrança, ame quem a tem.

 

ESTE POEMA É DEDICADO À MINHA ESPOSA, MÃE ESPECIAL DE FILHOS ABENÇOADOS. (Obrigado Senhor pela esposa, filho, filha, genro e netos). Erivaldo Andrade 

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Em síntese

 

Em síntese e sintaxe

Em vértices e miragens

Em esconderijos intrínsecos em minha alma.

Te sinto, transbordando minha velha calma.

 

Minha ansiedade idosa

Desfalece em sua alegria calorosa

Sua cor, olhar, sua boca charmosa

Faz meu ser ir além e ele goza.

 

Gozo de tudo aquilo sem pejoratividade

Surpreende-se com toda reciprocidade

E tudo isso me desconstrói, acaba o “eu”.

Bem vinda, eu sou você, você é Marília e eu sou Dirceu.

 

Na aurora pragmática os pássaros gorjeiam

E a cada instante de milésimo, não esqueço

Que o amor em mim determina

O que outrem é futuro desconheço.

 

Florencio Souza Santos Neto é estudante do curso de letras da UESB campus de Jequié, cantor, compositor e poeta.

Série: Três passos de saudade

 

Sacrifício da flor

O sândalo perfuma o machado

Tão perto do amor está o sofrer

Não te aflijas, meu amado

Maior sofrimento é não ter você

 

A roxa terra pede o arado

fazem caminhos de um florescer

Cronos não queda parado

Da vida, só se deve viver!

 

Regresses sem demora ao meu leito

para que na noite teu nome eu evoque

minha face sentindo o teu peito

meu peito sentindo o teu toque

 

Na beleza das pétalas, o sacrifício da flor

aromatizando o sopro do vento

Meu prazer, meu suplício, minha dor

Te rogo não ser pensamento.

IMG-20160809-WA0017Ellison Soares Machado Graduado em Letras pela UESB, pós-graduando em Literatura e Ensino de Literatura na UESB, Escritor, Bacharel em Segurança Pública e Coordenador do Centro Integrado de Comunicações de Jequié.

Soneto de Contemplação

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O dia raiou azul

e há coqueiros e mar,

noutro dia eu sairia

para andar e navegar.

Mas não neste em que

quero apenas contemplar

esse azul amplo do céu,

e os coqueiros, e o mar.

É tudo o que quero agora,

desejando não ter fim

a doçura desta hora

em que a alma está suave, assim,

e o mundo tão bem lá fora

que não precisa de mim.

RUY ESPINHEIRA FILHO, NOITE ALTA E OUTROS POEMAS.

Show canto das mulheres

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Aconteceu no ultimo dia 08 de março, no Auditório Waly Salomão da UESB Campus de Jequié, em comemoração ao dia internacional da mulher e o lançamento da  III edição da Felisquié, o show canto das mulheres com música e poesia. O evento contou com ilustres presenças  como professoras e professores da UESB e artistas da região, como a poetisa Márcia Rúbia e do poeta e cantor Charles Meira, destacamos ainda a presença do secretario de cultura de Jequié, Alisson Andrade entre outras personalidades do cenário artístico de nossa região.

Por: Gessica Santos

O EXÍLIO DA CANÇÃO

 

MINHA TERRA PERDEU AS PALMEIRAS

DE TANTA IGNORÂNCIA EM NOME DO TRABALHAR

AINDA VEJO O GROJEAR DOS PÁSSAROS (LAVANDEIRAS)

CANTA POUCO MEU SABIÁ

O DIA COMEÇA COM O SABIÁ SOLITÁRIO

CONQUISTANDO ENTRE OS HOMENS O SEU ESPAÇO

SALTITANDO DE ALEGRIA, SEM COMENTÁRIO.

LEVA NO BICO SEU ALIMENTO PARA O SEU REGAÇO

EXILADO EM SUA PRÓPRIA NATUREZA

DESTRUÍDA PELO ORGULHO BESTIAL

MESMO MALTRATADO ESNOBA BELEZA

O CANTO QUE AGORA CANTA

FICOU EXILADO NA LEMBRANÇA VIL

HEI DE VER RETORNAR O SABIÁ DO MEU BRASIL

Este poema foi feito quando em janeiro de 2017, estando trabalhando na construção de uma casa no meu rancho tive a oportunidade de vê poucos sabiás passeando e se aproximando de mim para pegar as migalhas que eu jogava. Ia se aproximando aos poucos a pondo de ficar a 3m sem se importar com minha presença. Meu coração se encheu de alegria, então nasceu este poema. Dedico ao RANCHO MAIA.

Erivaldo Souza Andrade